7 tendências para incorporadoras em 2019

Descubra comportamentos do mercado imobiliário e financeiro que vão impactar o segmento de imóveis no ano que vem

Todo ano que começa traz uma expectativa em relação aos negócios. Como todo mercado, no segmento imobiliário não é diferente. Surgem dúvidas sobre sucesso de vendas, comportamento do consumidor, estoque, entre outros assuntos. Para ajudar os incorporadores, separamos 7 tendências que podem afetá-los em 2019. Confira e se prepare para o ano que vem!

 

1 – Queda na taxa de juros, mercado de trabalho e condições de crédito

A taxa de juros está nos menores patamares há muito tempo. Para 2019, tudo indica que ela ficará estável ou ainda tenha alguma queda. Vale reforçar que a taxa de juros é uma das principais variáveis que regula oferta e demanda no setor.

Já o mercado de trabalho está se recuperando. Mesmo que lentamente é perceptível redução no desemprego e tudo aponta que essa tendência deve continuar para o ano que vem.

Por fim as condições de créditos estão melhores. Os bancos privados estão animados para expandir a oferta de crédito para 2019. A Caixa Econômica, depois de um período de dificuldade, também está se estruturando para manter a oferta de crédito em patamares elevados.

2 – Programa Minha Casa Minha Vida

O Programa Minha Casa Minha Vida deve continuar forte no ano que vem por dois motivos: de um lado oferecer habitação popular é importante para qualquer governo nacional, particularmente para um governo que está no início. Em segundo lugar, a construção civil é uma das grandes geradoras de emprego. Com o governo novo querendo acelerar a redução do desemprego, existe grande potencial de aposta em uma forma renovada do Programa Minha Casa Minha Vida.

3 – Dinâmica dos Preços

Houve uma grande retração no volume de lançamentos por conta da recessão desde 2015, por outro lado é perceptível recuperação da demanda com melhora das condições econômicas. Esses dois fatores coisas juntos devem garantir estabilidade de preço, mas com um viés de alta. Em alguns segmentos, lugares e para algumas tipologias, a gente deve começar a observar certa alta de preços, mas nada muito expressivo pelo menos para 2019.

4 – Segmento de médio e alto padrão

Há uma tendência de recuperação para os segmentos de médio e alto padrão, mas de forma gradual e associada a uma recuperação também gradual de renda, emprego e demanda por imóveis. O importante é apontar as oportunidades que aparecerão. Se o aquecimento do ponto de vista agregado deve ocorrer de forma gradual, por outro lado é possível observar uma variedade de oportunidades de risco e retorno associados a geografia (localização dos imóveis) e as tipologias dos imóveis.

5 – Tamanho dos imóveis

Há algum tempo o mercado imobiliário existe uma tendência de compactação dos imóveis, ou seja, lançamentos de unidades menores. Esse comportamento deve continuar. De um lado veremos um aumento de lançamentos de unidades com 1 ou 0 dormitórios (os chamados studios) e por outro lado, independente do número de dormitórios, o tamanho dos imóveis deve ficar cada vez menor. Essa tendência é perceptível principalmente nas grandes cidades, mas também deve se disseminar para outros mercados.

6 – Localização

Em décadas passadas existiu a tendência dos imóveis se afastarem de regiões centrais e ter tamanhos maiores ou condomínios em áreas mais periféricas. Há um tempo isso tem se revertido. Percebemos que há construção de imóveis em regiões mais centrais, e particularmente com acessibilidade a transporte. Dessa forma, estar próximo ao metrô é importante nas cidades que existem rede metroviária. Esse interesse por regiões centrais deve se consolidar a partir de 2019.

7 – Locação

Novamente a procura por aluguel tem crescido nos últimos anos. Há uma dificuldade nesse momento de separar os motivos desse crescimento na demanda por locação entre um efeito da crise econômica, quando as pessoas ficam com menos capacidade de adquirir imóveis próprios, de uma tendência comportamental, na qual gerações mais jovens começam a olhar para o aluguel como algo mais interessante.

Como as gerações na faixa dos 18 aos 30 anos estão abdicando de ter seu carro próprio, por exemplo, e desejam ter experiências de vida do que adquirir bens materiais, de alguma forma o mercado imobiliário deve ser impactado. Ainda não é possível separar isso de uma forma clara. Mas independente do motivo, em 2019 o aumento da procura por locação deve continuar.     

Você acredita que tem outras tendências para 2019? Quais? Conta para a gente nos comentários!

 

Deixe uma resposta